
01 - Gimme More
02 - Piece Of Me
03 - Radar
04 - Break The Ice
05 - Heaven On Earth
06 - Get Naked (I Got A Plan)
07 - Freakshow
08 - Toy Soldier
09 - Hot As Ice
10 - Ooh Ooh Baby
11 - Perfect Lover
12 - Why Should I Be Sad
Blackout (em português: Apagão ou Blecaute) é o quinto álbum de estúdio da cantora norte-americana Britney Spears. Foi lançado em 30 de Outubro de 2007. O álbum vendeu 135 mil cópias no Reino Unido, somente no primeiro dia. Já nos Estados Unidos, vendeu 125 mil cópias no primeiro dia e 290 mil cópias na primeira semana, estreando em #2 na Billboard 200. No dia do lançamento, o álbum já estava #1 em países como Dinamarca, Alemanha, entre outros países europeus. "Blackout" vendeu cerca de 3 milhões de cópias no mundo. Além de sua pouca vendagem e divulgação, o álbum Blackout é considerado pela crítica especializada, assim também, como pela maioria de seus fãs, o melhor álbum de Britney Spears, recebendo assim, no ano de 2009 o título de 5º melhor álbum da década.
Produção
Em meio a um conturbado casamento e a sua tão comentada segunda gravidez ainda no ano de 2005, Britney convoca um batalhão de produtores e compositores para dar início a uma série de testes sonoros que mais tarde se transformariam no "Blackout". São os seguintes:
Bloodshy & Avant
The Clutch
Danja
Kara DioGuardi
J. R. Rotem
Fredwreck
Freescha
Sean Garrett
The Neptunes ( Pharrell Williams )
T-Pain
Keri hilson
Lukasz Gottwald ( Dr. Luke )
Ne-Yo
Scott Storch
Jim Jonsin
Har Mar Superstar
Phat Rat
Swizz Beatz
Cathy Dennis
Bob Rock
P.Diddy
The Runners
Gavin Bradley
Bryan-Michael Cox
Max Martin
Polow Da Don
Após montar seu time, selecionando atentamente cada produtor, Britney dá início ao processo de criação que envolve o conceito do álbum, sua sonoridade, suas letras e marcas. Britney dá então carta branca à alguns compositores escolhidos à dedo já que ela não queria falar de seus crescentes problemas de forma melancólica ou sombria como vinha fazendo em músicas que cairam na rede como "Rebellion" ,"Baby Boy" e na recentemente vazada "All that She wants" que continha um poema de teor forte e obscuro no qual ela fala sobre traição, carma, pressão e sobre ter ficado "presa por correntes"…
A cantora queria fazer músicas dançantes, alegres, inteligentes e primordialmente, gostaria de ter um álbum completo por hits. Maior parte da produção é dada à dupla sueca "Bloodshy & Avant" com quem Britney criou uma forte amizade durante as gravações de "In The Zone" e ao recém chegado ao grupo "Danja". A cantora que constrói fortes laços com seus produtores favoritos reafirma seu ideal de transformar a música pop a deixando mais rica, e ao seu próprio instinto de superação que faz com que cada trabalho supere o anterior segundo a crítica especializada da qual a cantora nunca fez questão, simplesmente não dando ouvido à esses. Sendo assim a cantora apresenta em pratos limpos que quer um disco mesclado, que envolva vários ritmos, assim como tinha feito no álbum anterior. Britney participa ativamente do projeto até co-produzindo algumas faixas como havia feito no álbum antessessor em meio à encontros com a polêmica cantora e atriz norte-americana Paris Hilton e saídas noturnas históricas que lhe renderiam duras críticas e reprovação total da mídia. Ela passava noites a fio dentro de estúdios que se encontravam em Los Angeles, Las Vegas , Nova York e Miami; muitas vezes ela dava entrada nesses por voltas das 22:00 e os deixava somente as 05:00 ou 06:00 da manhã do dia seguinte.
"Gimme More" o abre alas do álbum, foi gravada na mansão da cantora na Califórnia em seus últimos meses de gestação e foi guardada a sete chaves pelo selo da Spears; Jive Records, até o último segundo. No início de 2007 após quase 19 meses de produção, Britney começa a dar os ajustes finais em seu álbum em meio ao seu famoso corte de cabelo na qual ficou sem os próprios e a entradas e saídas em clínicas de reabilitação. Surgiram rumores de que a gravadora estaria insatisfeita com o comportamento antiprofissional da cantora e que gostaria que ela regravasse algumas faixas pois não estavam boas o suficiente, rumor esse desmentido imediatamente e furiosamente pela relações públicas da gravadora contrariando tudo o que a imprensa dizia na época, o representante afirmou que todos estavam ansiosos para lançar o novo material da cantora pois se tratava de uma obra de arte.
Após longos meses , o álbum que completava quase 26 meses de produção, ganha data de lançamento, 13 de Novembro de 2007, mas após quase todas as faixas caírem na rede misteriosamente em forma demo, o álbum foi adiantado para o dia 30 de outubro do mesmo ano. No dia 30 de outubro de 2007, Britney faz a crítica especializada cair de joelhos diante do novo trabalho, o conceituado The Times o definiu como uma obra prima. O álbum é considerado inovador e extremamente futurístico. Uma crítica dizia: "que é como se o melhor das pistas de 2027 fosse lançado em pleno 2007". A cantora ataca desafetos ironicamente, com frases muito bem colocadas em meio aos sintetizadores e batidas bem marcadas, ironiza a si própria e aos seus críticos com inteligência, sarcasmo e sedução respondendo várias perguntas com muita acidez e classe até pelos títulos das canções. Britney assina a obra como Produtora Executiva e permite a entrada de somente 02 faixas compostas por ela, algo mínimo perante as 08 faixas compostas por ela das 12 no álbum anterior In the Zone, de 2003.
Blackout é mais uma conquista, considerado pelos fãs da musa como um "tapa na cara" dos críticos e da imprensa. O álbum levou longos meses para ser finalizado em meio a grande crise pessoal da artista que acabou em um surto emocional causado por uma desgastante invasão de privacidade e um casamento fracassado mas definitivamente a consagrou mais uma vez como uma das melhores e mais completas artistas de sua geração.
Recepção
Crítica
O álbum Blackout recebeu diversos elogios, que vão de "Este álbum é melhor do que qualquer coisa que Gwen Stefani já fez" até "Neste álbum não tem mais canções bonitinhas, como I'm Not a Girl Not Yet a Woman". Um crítico chamou-o de "Um triunfo" e a BBC decretou: "É uma obra-prima". O site britânico PopJustice, especializado em cultura pop, disse que o quinto álbum da Britney "É realmente brilhante" e de acordo com o jornal britânico Times Online "A cantora já tem um bom motivo para voltar a sorrir porque o novo álbum é bem mais coerente que os recentes sucessos de seus colegas do Clube do Mickey, Justin Timberlake e Christina Aguilera. As músicas Perfect Lover e Toy Soldier são simplesmente duas das mais belas canções que já apareceram em qualquer CD lançado esse ano". A revista Época, que é considerada uma das maiores revistas informativas do Brasil, rasgou elogios ao disco em uma matéria intitulada de 'A decadência fez bem a ela' onde dizia: "O que explica, então, que Britney Spears tenha acabado de lançar o melhor álbum de sua carreira e, muito mais que isso, um dos melhores discos de pop dos últimos anos? A resposta é a produção de qualidade desconcertante de Blackout. O álbum, que acaba de sair no Brasil, pulsa, destrói os próprios limites e experimenta formatos inauditos para a música dançante. É como se o melhor das pistas de 2017 caísse por uma fresta do espaço-tempo. São batidas tão boas que dá vontade de isolá-las do espectro sonoro, dar-lhes corpo físico e moldura-las na parede"
"Blackout" também ficou entre os 50 melhores álbuns de 2007 segundo a Rolling Stonee Piece of Me ficou na #15 posição na lista das 100 melhores músicas de 2007 da Rolling Stone.No Brasil, o álbum ficou na lista dos 10 melhores álbuns de 2007.
Polêmica e Controversia
Após o lançamento do álbum as coisas se complicaram para Spears, em uma das fotos do encarte a cantora está em um confessionário com um padre, a foto é insinuante e gerou polêmica entre os mais conservadores apesar de o propósito da foto segundo a fotógrafa ser totalmente diferente, sendo que a foto é irônica e retrata com sarcasmo um pedido de desculpas de Britney para com seus críticos.
Ao princípio a gravadora queria "Break The Ice" como segundo single, Britney queria "Piece Of Me" , como aconteceu no álbum anterior com "Me Against The Music" a cantora fez valer sua vontade e a lançou "Piece Of Me" como segunda música de trabalho do "Blackout".
O videoclipe de "Gimme More" foi vetado por mostrar a cantora de Top Less encarnando uma Stripper, o video que foi para o ar em canais como a MTV não é o original, esse foi exibido poucas vezes em outros canais musicais, aparentemente o video de "Gimme More' (1ª música de trabalho) foi vetado 3 vezes.
Alteração Na Contabilização Das Vendas
Um dia antes da divulgação dos álbuns da semana na parada americana Billboard 200 (07.11.2007), o sistema de contabilidade muda e as vendas (exclusivas) das lojas Wall-Mart passam a ser contadas, antes um álbum comercializado apenas em um estabelecimento não era computado. Na semana, a banda The Eagles vendeu a cerca de 711 mill cópias do seu novo álbum custando apenas 3 dólares, e muitas vezes era entregue aos clientes como troco de compra na loja, deixando assim Blackout em #2 lugar nas vendas da semana. Não resta dúvidas que o preço acessível e a alteração das regras da Billboard 11 horas antes do chart ir ao ar, ajudaram a prejudicar Britney na contágem das vendas. Há quem afirme que lojas como "Virgin Megastore" estavam comercializando o álbum comprado na Wall-Mart assim várias cópias foram contadas 2 vezes e isso rendeu uma briga sem pressedentes na indústria fonográfica norte americana.
Êxito No Brasil
A música Piece Of Me foi o maior êxito do disco Blackout no Brasil. Em uma semana, a música - em uma única radio do estado de São Paulo - chegou a 6.987.711 pedidos, e a 41.563.011 pedidos no mês. Em um canal de música chegou em um dia a surpreendente marca de 57.880.321 pedidos. O single ficou 4 semanas no 1º lugar da Billboard no Brasil. No Youtube Brasil, o clipe foi exibido 7.654.001 só até junho de 2008. O clipe ficou 13 vezes no 1º lugar do programa Top Mix e ficou 105 vezes na lista dos 10 mais pedidos do dia só em 2008.

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